Sol escaldante e temperaturas altas castigam trabalhadores

Termômetros batem na casa dos 40°C, e quem fica exposto ao sol precisa adotar cuidados

Araraquara tem registrado temperaturas altíssimas nos últimos dias. Para hoje e para amanhã, por exemplo, a previsão de máxima é de 39°C. Quem mais sofre com o calor são as pessoas que trabalham com uniformes pesados e aquelas que atuam nas ruas, como o jardineiro Lucas Costa de Souza, de 18 anos.

Ele fica até nove horas diárias sob o sol. “Não é nada bom. Está quente demais, só que esse é o meu trabalho”, diz o jovem.

Para driblar as altas temperaturas, Souza usa calça, blusa de manga, boné, óculos escuros, bota e luvas. “Confesso que não passo protetor solar, mas sempre que é possível, dou uma pausa, corro até uma sombra e tomo muita água”, conta.

Para que a rotina desses trabalhadores seja amenizada, é preciso alguns cuidados.

O clínico geral Rodolpho Telarolli Júnior explica que, nesses dias quentes, podem ocorrer queda de pressão e desidratação. Ele recomenda maior ingestão de água, uso de chapéus ou bonés.

Sol escaldante e temperaturas altas castigam trabalhadores

Sorte - A advogada Helenice Cruz trabalha mais à vontade (Deivide Leme/ Tribuna Araraquara)

Sorte – A advogada Helenice Cruz trabalha mais à vontade (Deivide Leme/ Tribuna Araraquara)

“Ao sentir fraqueza, tontura, sensação de desmaio, náusea e suor frio, a pessoa deve sentar-se em local fresco e esperar. Caso não melhore, é melhor procurar ajuda médica, pois os sintomas da pressão baixa são os mesmos da alta. Então, é perigoso”, diz.

Além disso, Telarolli Júnior, ressalta a importância de trocar o uniforme todos os dias. “É higiênico e evita a proliferação de fungos, por causa do suor”, garante.

Para o dermatologista Sérgio Delort, quem trabalha em áreas expostas ao sol deve inicialmente se preocupar com roupas de proteção.

“Hoje existem vestimentas adequadas e inclusive há uma medida de proteção do tecido, chamada de FPU (fator de proteção ao ultravioleta)”, conta.

Delort explica que os diferentes tipos de tecidos influenciam na capacidade de proteção. O segredo é a trama. Quanto mais apertada, maior o FPU. Corantes também podem absorver a RUV (radiação ultravioleta), especialmente o preto, o azul escuro e o vermelho escuro.

“Um tecido de poliéster branco apresenta FPU de 16, enquanto o vermelho-escuro, de 29, e o preto, de 34. Tecidos claros pouco absorvem a RUV e ainda podem refleti-la em direção à face”, esclarece.

Além da roupa, se possível, a pessoa deve trabalhar sempre na sombra, principalmente no meio do dia, quando a quantidade de radiação chega ao índice máximo. Também é preciso usar protetores solares nas áreas não cobertas pela vestimenta.

Delort ressalta que o fator recomendado é igual ou maior que 30, os chamados bloqueadores solares. “O ideal é usar uma colher de chá de filtro na face e uma de sopa para o corpo. Aplicar 30 minutos antes de exposição ao sol e reaplicar cada duas horas ou no mínimo pela manhã e após o almoço”, completa.

SOMBRA E AR FRESCO – Enquanto há os que sofrem embaixo do sol ou necessitam suportar o calor dos ‘pesados’ uniformes, há pessoas que têm a sorte de poder trabalhar à vontade, como é o caso da advogada Helenice Cruz.

Ela trabalha em um escritório próprio, o que facilita a opção do que vestir nos dias quentes. “Sempre trabalhei aqui e, assim, posso usar roupas mais frescas, como vestidos e saias. Além disso, não abro mão do ar-condicionado que sempre deixo ligado em 17°C”, conta.

A advogada garante que o tipo de roupa não interfere em nada no seu desempenho profissional.

fonte: Tribuna Araraquara

Luze Azevedo

um Santista, vivendo e aprendendo a jogar; nem sempre ganhando; nem sempre perdendo; mas, aprendendo a jogar!

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