Moradores denunciam corte de araucárias no São Carlos 8

As araucárias cortadas: Prefeitura diz que laudo atestou que árvores estavam secas Fotos:Fábio Taconelli

Árvore símbolo de São Carlos, que estampa a bandeira do município, duas araucárias foram suprimidas de uma área localizada entre as ruas Durval Santângelo e Cônego Alderico Volpe, no São Carlos 8. A denúncia foi feita à reportagem do Primeira Página na manhã de ontem, quando outras três mangueiras eram cortadas. Alguns moradores ouvidos relatam que as araucárias já estavam secas; outros, porém, condenam o corte dos exemplares.

O caso chama a atenção porque há um decreto municipal – o 133/2001, que protege a árvore e prevê que o Poder Público só autorizará a supressão de uma araucária nos casos de estar morta ou representar grave risco a vidas humanas ou a patrimônio de grande relevância. São muitas as araucárias cujos cortes já foram evitados em função do decreto municipal.
Ainda na manhã de ontem, o trabalho de corte de árvores prosseguia no bairro. Três mangueiras eram cortadas para, segundo os profissionais que executavam o serviço, darem espaço para a construção de um alambrado em uma quadra esportiva.
De acordo com os funcionários de uma empresa terceirizada pela Prefeitura, as araucárias cortadas já estavam condenadas. Eles garantiram que uma outra empresa terceirizada fez o serviço.
A reportagem ouviu uma comerciante que tem o estabelecimento em frente ao terreno. De acordo com ela, as árvores já estavam secas. Contudo, não são todos os moradores que concordam com o corte de árvores. “Hoje estão cortando essas mangueiras, que estavam bonitas. É muito chato cortar árvores, principalmente quando tanto se fala em preservação do meio ambiente”, disse o mecânico Marcos Eliseu.
“Árvore é um tesouro para o meio ambiente, principalmente essas araucárias. Eu não sabia que ela era o símbolo de São Carlos, mas independente disso são muito bonitas”, comentou o servente de pedreiro Aristides do Carmo.
Segundo o prestador de serviços, uma das três mangueiras já estava condenada. Ele também mostrou um laudo assinado pela engenheira agrônoma Jéssica Pizzocaro. “Como compensação ambiental. A SMSP (Secretaria Municipal de Serviços Públicos) deverá substituir os exemplares suprimidos por outros 16 de espécies preferencialmente nativas para o uso em arborização urbana”, ressalta a engenheira.
Uma engenheira florestal consultada pelo Primeira Página diz que as araucárias apenas sobrevivem quando em florestas. Em pequenas quantidades na zona urbana, elas estão fadadas à morte.
Em nota, a Coordenadoria de Meio Ambiente confirmou que autorizou a remoção das araucárias secas. Outros quatro exemplares permaneceram na área, pois não apresentam risco de queda.

As araucárias cortadas: Prefeitura diz que laudo atestou que árvores estavam secas
Escrito: Fábio Taconelli
Fotos:Fábio Taconelli

One Comment;

  1. Paulo Mancini said:

    Sobre a denúncia de corte de duas araucárias no São Carlos VIII no Jornal Primeira Página, SC, em 15 de setembro de 2015

    A manchete é sensacionalista.
    Na matéria fica claro que a supressão foi autorizada porque as árvores estavam secas.
    A Prefeitura precisa ter um mecanismo de comunicar a comunidade próxima e a imprensa antes de promover qualquer supressão de árvore, mas especialmente quando trata-se de árvores protegidas por lei.
    Com certeza a reportagem também deve ter truncado a explicação da engenheira agrônoma porque do jeito que ficou escrito na reportagem dá que todas as araucárias plantadas na cidade estão condenadas.
    O que a Engenheira Jessica quis dizer é que as araucárias são árvores que para sua reprodução necessitam – aí sim – de estarem próximas a outras araucárias porque sua polinização é pelo vento (anemofilia) e são plantas dioicas (como nós humanos), ou seja, existe a araucária-macho que produzem os pó lens; e a araucária-fêmea que produzem os óvulos.
    A noticia, contudo, deixa-me satisfeito pois mostra que a população repudia a supre são de árvores e dá conta que – de uma forma ou de outra – o decreto que protege as araucárias em São Carlos, publicado no primeiro dia da árvore do segundo milênio, está valendo.

    Um gde e ftn abç
    Paul Mancini

*

*